
De uma forma ou de outra me apego ao que não vi, ao que não vivenciei,
Como se tivesse perdido o trem que já passou...
Os sentimentos me invadem...
A cada invasão a sensação é nova, sinto cheiro de eucalipto.
De forma que, em cada manifestação, é trazido a mim um EU meu, que se abriga em memórias e transformações.
E assim uma voz diz: permita-me, permita-se
Permito-me!
Desconheço mesmo aquilo que me é conhecido,
As vezes sinto saudades do que nunca fiz
E ainda tenho muitos planos
Para isso preciso parar, ficar em silêncio para me ouvir
Encarar o escuro é difícil, eu não quero.
Dos caminhos, tenho duas estradas:
Uma é rápida, mas cheias de curvas e subidas,
A outra é uma reta só, mas leva anos para ser percorrida.

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