Medo do mesmo

Sempre sinto um frio na barriga
Um vazio que não tem por onde chegar
Quando chega se instala rapidamente no centro do ventre, se estendendo pelas pernas, braços e olhos
Dos olhos a resposta: uma lágrima cai, solitária.
De nada tenho certeza
A vida me faz confusa, não me traz a clareza que insisto em pedir
Pararei então de aclamar por conforto
No meu ninho continuo a procurar o aconchego que os vazios não deixam livrar

Dói
Dói de corroer e fazer da boca um sorriso de angústia, medo

Medo de ser do mesmo
Medo de não saber o que ser depois
Medo do medo do medo

Um comentário:

André Auke disse...

Qdo eu vou no médico e falo esses sintomas, ele me diz que é uma virose, ficar uma semana de repouso e tomando muito liquido. Rs.

Brincadeirinha, adorei.

Bjs.