Devaneios e aritmética


Apesar de ser uma humanista assumida, as somas e multiplicações sempre estiveram BEM presentes no meu dia-a-dia...

Devo confessar que há muitos anos conto. Conto tudo.
Quantifico tudo que prendo os olhos por mais de alguns minutos, ou por alguns segundos.
Verdade que isso era bem mais constante, mas ainda tem sido presente.

Começando pelo começo...

Começa assim: para casas com a parede cheia de janelas, ocorre a transformação destas em valores, e isso de acordo com os tamanhos, materiais, formas, vigas...cada coisa deve ter um valor diferente, pois não teria sentido colocar o mesmo valor para coisas que não são iguais (exatamente pelo fato de serem diferentes).
Acontece que, dentro de cada janela estão presentes inúmeras outras “subdivisões”: os vidros, vigas, formas de abertura, material, a essencialidade das suas coisas e o tamanho de cada parte. Para isso é necessário que cada uma dessas partes tenha um valor diverso.

Cada uma de suas divisões também agregam valores, de forma que, dependendo do material, da quantidade presente ou da largura ou espessura, os valores são determinados.
Quando na falta de casas com janelas, como por exemplo no metrô, as portas ou vitrôs tomam valores pelos seus diversos aspectos.
E isso acontece também com os carros, e os prédios, as ruas, os ônibus, pessoas, animais, móveis...Em tudo aquilo que se possa quantificar.

O resultado...

Acontece que SEMPRE a somatória, divisão ou multiplicação deve dar um número fechado. Não podendo, desta forma, resultar em 25, 37, 59, 73...Isso significa que a conta não está certa.
Para o resultado ser bom, e a consciência ficar tranqüila, o resultado dos cálculos deve ser de números exatos: 20, 10, 200, 500...

Da quantificação...

Se o valor é dado a uma pessoa, cada parte do corpo (ou os pares de partes iguais) ocupa uma parte dos 100% ( da composição corporal total), assim divide-se o todo pela parte, agregando um valor proporcional dela dentro deste todo.
Isso quer dizer que, se uma pessoa é 100%, as mãos não podem NUNCA valer 50%, aliás, creio que não chegam nem perto dos 20%, apesar de serem bem úteis para a vida...
Alguns valores também são dados pela essencialidade da parte no todo, ou pela sua função no meio. Por exemplo, numa porta, a maçaneta deve ter um valor bem significativo, pois sem ela, a porta não é porta, é tábua.
Outros são sugeridos pelas cores ou pela quantidade presente dentro do todo. Se a cor for mais forte, ou tiver mais destaque, vale mais. Se a quantidade presente de determinada coisa for maior do que outra, significa que ela também merece destaque, sendo, portanto, majorada em seu valor.

A dificuldade...

Algumas coisas são bem difíceis de quantificar...
Aquelas que têm muitos detalhes, que contêm materiais muito diferentes, ou então que contenham muitos elementos essenciais ou indispensáveis muito conectados uns aos outros.

O crime...

Uma coisa que não pode acontecer é alguém querer a atenção nesse momento. É um instante de concentração, pois dependendo do que se analisa, a valoração se torna complexa, necessitando de um cálculo mental minucioso.
Pode não parecer tão difícil, mas a concentração é fundamental neste momento, pois, para que essas análises totalizem um número inteiro, é necessário, em muitos casos, montar uma equação, existindo coisas que necessitam de frações de frações para compor o todo.
O alívio mental é a recompensa almejada...
Não há tranqüilização sem o término do cálculo. Enquanto o total do objeto em análise não for quantificado na forma de número inteiro, terminado em zero; a missão não foi cumprida e o resto não pode continuar.
Presumindo que o tempo pára para os milhares de cálculos, nada se move enquanto o sentimento de missão cumprida não se dá ao término das quantificações.
E é assim, quando as contas acabam e dão um número inteiro terminado em zero, o tempo pode voltar a correr, e as demais coisas a funcionar.

2 comentários:

Algumas coisinhas da Jéssica disse...

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Não entendi nada... é muito número pra minha cabeça...
Não sabia que vc é quase uma engenheira, pedreira e contadora. hahahahaha!!!
Beijo, querida!

André Auke disse...

Menina que texto mais maluco de doido. Mas adorei, me fez rir muito (internamente).
Qual é a faculdade que vc está fazendo mesmo? Direito?
Isso, torna o texto mais doido ainda, hahahahaha.

Bjs.