A história do piriquito sem nome




Há muitos anos havia um periquito.
Na verdade, era uma Calopsita macho; sem nome.
Costumam dizer que esses pássaros são como cachorros no corpo de um passarinho; pois eles têm a tendência de ficar com os donos, de seguir as pessoas e de se apegar, como os cães.
Porém esse era diferente: arredio, bastava alguém chegar perto que tentava bicar. Não comia nas mãos de ninguém e tãopouco subia nos ombros.
Mesmo assim, ele ficava solto pela casa, não ultrapassando o quintal e a cozinha; talvez nunca tivera visto a sala.
Foi numa noite silenciosa que, ao aproximar os olhos da sua gaiola, percebera-se que o pássaro não estava. Concluindo assim que poderia estar andando pelos arredores do quintal ( o que não era de seu costume fazer a noite).
Quando os olhos passaram pelo vaso sanitário ao lado: a inesperada cena! Jazia o corpo do pobre, boiando na água...
Tristeza não era a palavra exata para descrever o momento, os sentimentos se confundiam: era um medo, uma vontade de chorar, um repúdio à cena, e ao pernas sem saber a direção de onde ir...
Teria seu dono chegado tarde para livrar o bichinho daquele sofrimento?
O que não dá pra entender é se ele teria feito por engano (pois eles adoram tomar banho em potes cheios de água) ou se teria sido um ato pensado (pássaros se suicidam?).
Só uma coisa é certa, as canções não seriam novamente cantadas nas manhãs seguintes...E isso sim é triste.

3 comentários:

Valéria disse...

Fiquei com dó do passarinho!
A ausencia das canções realmente vão ser tristes!

Gabi, o blog tá lindo!!

Beijinho pra você sua fofa!

Algumas coisinhas da Jéssica disse...

Ahhhhh...
Que triste...
Espero que ele só tenha caído, p´q se foi a opção "b", o mundo tá difícil até pra passarinho.
Beijo!

André Auke disse...

É por essas e outras, que eu sempre fecho as tampas dos vasos, depois de usa-las.
Outra razão é o Fen Shui, hehehe.

Bjs.